Num percurso de oito décadas desembarcaremos no século XXII. No que está em trânsito, duas guerras evitáveis ceifaram mais de mil vidas ao ano em menos de uma década. Outras tragédias como tsumanis, terremotos e fatos localizados mataram muitos, mas em breve serão previsíveis.
A guerra é um evento estúpido, em geral injusto e unilateral, típico de quem menospreza a democracia por jogar a diplomacia pelos ares.
Uma guerra deixa rastro de ódio pelos tempos afora, vidas destroçadas que a vida vegetativa (dos mutilados) e a morte ensejaram. A crença do povo que promove a guerra, não pratica a máxima do amor ao próximo.
O saber e a experiência acumulados ocupam inimaginavelmente trilhões de livros. Quantas vidas ainda serão destroçadas em guerras antes de por em prática uma única frase desse estratosférico saber, que contemple a tolerância.
Bush tripudiava Bin Laden e Saddam porque se escondiam, enquanto o povo morria defendendo a Pátria. Mas, nos ataques de 11 de setembro Bush fugiu para os abrigos, enquanto a situação era conduzida pelo vice Dick Sheney e o serviço de segurança do país. Essa omissão foi criticada dentro e fora do país.
Só um governante cujo povo não ama a vida é autorizado a desencadear uma guerra. Os meios de comunicação anestesiam as massas e, às vezes, as decisões sérias são tomadas com aparente inconsciência. A guerra do Iraque foi motivada pelo domínio do petróleo na região. Logo após desencadeada, a opinião pública americana já se mostrava indecisa pela opção pró-guerra.
Darci Luiz Pivetta

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